Book review: The Rose Code by Kate Quinn

For as long as I can remember, I have been fascinated by History – particularly the History around and of WWII, what led to it, how people coped, the various key moments…and that interest overflows to my tastes in books too.

I love stories set around WWII, but not about the actual combat side – for me the stories of the people who stayed at the home front while the war was being fought far away are what is truly fascinating about this period.

The Rose Code is exactly the kind of book I love. It is set in two different timelines and it goes back and forth between the two, maintaining mystery while succeeding in not getting confusing (which is a big plus). The first timeline is set during the War in Bletchley Park; the second, in the days leading up to the wedding of Princess Elizabeth and Prince Philip of Greece.

The three main characters, Osla, Mab and Beth all have different personalities, life experiences and roles within BP, yet they become friends and through the ups and downs of their relationship we are taken through the years of the war – and brought back a few years later as a mystery uncovers and suspicions of a traitor within BP are raised.

The Bletchley Park timeline gives such a detailed portrayal of how BP was set up and how it worked during WWII, evidence of the several days Kate Quinn spent there researching the archives and familiarising herself with every corner. I love how it shows the importance of women for this super secret Intelligence hub, as codebreakers, translators, typists, and many other roles that were key to the war effort.

And especially how it shows that even though these people were carrying out really important work, they were still people who established friendships, fell in love, worried about everything around them. Which is why at its core, The Rose Code is a story of friendship, loyalty, duty and endurance.

I love how the novel highlights the sense of duty and responsibility that was instilled in the people who worked in BP, which was so engrained that most didn’t talk about their crucial work until many years later (if at all).

And how it must have felt like for those (many) women doing such crucial work, to know it would all one day end and they would have to go back to their “normal” 1940s life, without being able to even talk about what they did during the war. I keep thinking of the excitement they must have felt as they were breaking those codes and translating those important messages, paired with the frustration of, after the war, going back to being just another woman in the 1940s, not even allowed to share their experiences!

It’s also remarkable how Kate Quinn expertly blends real-life people with fictional characters to add depth to the story. On my visit to Bletchley Park the day after finishing the book I was fascinated to read more about Dilly Knox and Peggy Rock (both real people who are featured in the book) and found myself thinking where Osla, Mab and Beth would have fit in.

The story has moments of joy, of suspense, of love, tragic loss and even adventure – the blend of all of these makes it one of the best books I’ve read about this period in History. I was feeling under the weather earlier this week and picked the book up for a second time (less than a month after finishing it) because all I wanted was to get lost in the world of BP and Kate Quinn’s characters – and I loved it probably even more than the first time!

I’ve talked about this with everyone around me and recommend it to everyone I think might enjoy it – if this doesn’t say how much I loved it, I don’t know what will!

Have you read any books by Kate Quinn? What did you think?

T x

The Rose Code at The Mansion
Sporting The Rose Code at Bletchley Park

Desde que me lembro que adoro História – especialmente História da Segunda Guerra Mundial, o que levou a ela, como as pessoas lidaram, os vários momentos-chave… e esse interesse transborda para o meu gosto por livros também.

Adoro histórias passadas na Segunda Guerra Mundial, mas não sobre o lado do combate em si – para mim, o que é fascinante são as histórias das pessoas que ficaram no seu país enquanto a guerra era travada ao longe.

The Rose Code é exatamente o tipo de livro que eu adoro. É passado em duas alturas diferentes e vai e volta entre os dois, mantendo o mistério enquanto consegue não ficar confuso (o que é um ponto muito positivo). A primeira parte passa-se durante a Guerra em Bletchley Park; a segunda, nos dias que antecederam o casamento da princesa Elizabeth e do príncipe Philip da Grécia.

As três personagens principais, Osla, Mab e Beth têm personalidades, experiências de vida e papéis diferentes dentro de BP, e ainda assim tornam-se amigas. Através dos altos e baixos da sua relação somos levados pelos anos da guerra – e trazidos de volta alguns anos depois, quando um mistério é descoberto e se levantam suspeitas sobre um traidor em BP.

A história passada em Bletchley Park dá um retrato tão detalhado de como BP foi criado e como funcionou durante a Segunda Guerra Mundial, prova dos vários dias que Kate Quinn lá passou a pesquisar os arquivos e a conhecer cada recanto. Adoro como mostra a importância das mulheres para este centro super secreto de Inteligência, como decifradoras de códigos, tradutoras, datilógrafas e muitas outras funções que foram fundamentais para o esforço de guerra.

E principalmente como mostra que mesmo que essas pessoas estivessem a fazer um trabalho super importante, eram pessoas na mesma, que criavam amizades, se apaixonavam, se preocupavam com o que se passava ao seu redor. É por isso que, na sua essência, The Rose Code é uma história de amizade, lealdade, dever e resistência.

Adoro a forma como o romance destaca o sentido de dever e responsabilidade que foi incutido nas pessoas que trabalharam no BP, que estava tão enraízado que a maioria não falou sobre o trabalho crucial que fez naqueles anos até muito tempo depois (se é que falou).

E como deve ter sido para aquelas (muitas) mulheres que fizeram um trabalho tão importante, saber que um dia tudo acabaria e elas teriam que voltar à sua vida “normal” dos anos 40, sem poder sequer falar sobre o que fizeram durante a guerra. Fico a imaginar o entusiasmo que elas devem ter sentido ao decifrar os códigos e traduzir mensagens tão importantes, combinado com a frustração de, no fim da guerra, voltar a ser apenas mais uma mulher na década de 1940, sem poder sequer compartilhar as suas experiências!

Também é notável como Kate Quinn mistura habilmente pessoas da vida real com personagens fictícios para adicionar profundidade à história. Na minha visita a Bletchley Park, um dia depois de terminar o livro, fiquei fascinada ao ler mais sobre Dilly Knox e Peggy Rock (ambas pessoas reais que aparecem no livro) e dei por mim a pensar onde Osla, Mab e Beth se encaixariam.

A história tem momentos de alegria, de suspense, de amor, perda trágica e até de aventura – a mistura de tudo isto faz deste um dos melhores livros que li sobre este período da História. No início desta semana estava-me a sentir adoentada e voltei a pegar no The Rose Code (menos de um mês depois de o acabar) porque tudo o que queria era perder-me outra vez no mundo de BP e das personagens de Kate Quinn – e acho que gostei ainda mais do que da primeira vez!

Já falei sobre este livro a toda a gente e recomendo-o a toda a gente que acho que pode gostar – se isso não mostra o quanto eu adorei este livro, não sei o que pode mostrar!

E vocês, já leram algum livro de Kate Quinn? O que acharam?

T x

2 Comments

  1. João Miranda
    17/02/2022 / 9:08 pm

    Estou a começar a ler este livro notável e já estou “agarrado” pelas personagens e pela escrita cativante. Trata-se do – atrevo-me a dizer – melhor exemplo da vitória de força da inteligência sobre a força bruta das armas, na História da Humanidade. É um grande livro sobre um grande feito histórico. Estou a gostar muito e com esta review ainda com mais vontade de continuar a leitura. E de, depois, visitar BP!

  2. Olga
    17/02/2022 / 10:15 pm

    Muito bom. Dá para sentir o prazer que te deu a sua leitura. Pela forma convincente como falas vou ser uma leitora certa (assim chegue cá)

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