Learning new languages // Aprender novas línguas

I’ve often been asked by my friends how it is I speak or at least understand a fair few foreign languages. So I thought it would be a good idea to share my experience in learning and practicing foreign languages with you!

Os meus amigos já me perguntaram algumas vezes como é que eu falo ou pelo menos percebo algumas línguas estrangeiras. Então pensei partilhar aqui a minha experiência de aprender e praticar novos idiomas.

Having been born in Portugal, my mother tongue is Portuguese, which is a language that derives from latin and as such as many similarities to other romance languages such as Spanish, French, Italian and Romanian.
The good thing about speaking Portuguese when learning different languages, at least european ones, is that we have quite a few sounds that exist in other idioms, such as the french rolled up R or the english soft R (R’s are very important!). So it is my theory (completely unfounded) that it becomes easier for native Portuguese speakers to then learn French, Spanish or English. Here are my tips to learn quicker.

O português é a minha língua materna, uma língua que surge do Latim e portanto tem semelhanças com outros idiomas românicos como Castelhano, Francês, Italiano e Romeno. 
A vantagem de falar português quando se aprende outras línguas (europeias, pelo menos) é que temos vários sons que existem noutras línguas, como o R enrolado do francês ou o R suave do inglês (os Rs são importantes!). Então a minha teoria (baseada em coisa nenhuma) é que se torna mais fácil para falantes de português aprender francês, castelhano ou inglês. Aqui ficam as minhas dicas para aprender mais rápido.

1. Watch movies

Another good thing about Portugal is that foreign movies (aside from animations) are not dubbed, and are therefore shown with subtitles. This is a huge help in learning a foreign language, as you can hear things pronounced in the original language and then learn what they mean through subtitles. As you become more familiar with the language, you can move on to choosing the original language subtitles on DVDs, which helps you speed up the learning of the language.
I get asked quite a lot where I get my accent from when I speak English, as I apparently have an American twang – my answer is always “I watch a lot of movies”, which is very true. Watching movies has been the number one way through which I have improved my English, and I’ve learned several expressions and correct pronunciations of words by doing so. When I knew I was going to be moving to the UK, I started watching movies with English subtitles, to get myself more comfortable with the expressions, with reading, and with the speed in which people generally speak.
Watching films like L’auberge espagnole, Le fabuleux destin d’Amélie Poulain or Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu? was also a huge help in the development of my spoken French, as they not only gave me vocabulary but taught me how to use them in conversation. Highly recommend this.

Ver filmes


Outra coisa boa em Portugal é que os filmes estrangeiros (excepto desenhos animados) não são dobrados, e portanto são exibidos com legendas. Isto é uma enorme ajuda quando queremos aprender uma nova língua, uma vez que podemos ouvir as coisas pronunciadas na versão original, e depois compreender o significado com as legendas. À medida em que vamos compreendendo melhor a língua, podemos avançar para a opção de ver DVDs com legendas na língua original, o que ajuda a acelerar a aprendizagem.
Já me perguntaram algumas vezes de onde é o meu sotaque quando falo inglês, já que tenho uma pronúncia ligeiramente americana – a minha resposta é sempre “vejo muitos filmes”, o que é completamente verdade. Ver filmes foi a principal forma de melhorar o meu inglês, e aprendi várias expressões e formas correctas de pronunciar palavras por este método. Quando soube que me ia mudar para o Reino Unido, comecei a ver filmes com legendas em inglês para me familiarizar com as expressões, com a leitura, e com a velocidade com que as pessoas falam em geral.
Ver filmes como L’auberge espagnoleLe fabuleux destin d’Amélie Poulain ou Qu’est-ce qu’on a fait au Bon Dieu? também foi uma enorme ajuda no desenvolvimento do meu francês falado, já que me deram não só vocabulário, mas também me ensinaram como o usar em conversa. Não podia recomendar mais.

2. Listen to music

When I was in school, I remember a French and an English teacher who used music for us to learn the language better.
Our French teacher, an eccentric Brazilian lady, brought us two songs that I still remember vividly, and sheets with incomplete lyrics, which we had to complete through listening. It was my first introduction to Jacques Brel’s Madeleine and a way to better understand Celine Dion’s Pour que tu m’aimes encore.
A few years later, our English teacher, one of my favourites ever, challenged us to bring in a song where we could discuss the true meaning of the lyrics. I chose The Boxer, by Simon & Garfunkel, and we discussed the ‘poor boy’s’ journey from the beginning to the end of the song – I still remember this fondly as my favourite class ever.
Recently, when I decided to brush up on my French, I created a few playlists and listened to them non-stop, reading and singing along to (sorry neighbours) lyrics of songs by Margaux Avril, Louane, Mika, Jenifer, among others.

Ouvir Música


Quando andava na escola, lembro-me de uma professora de Francês e uma de Inglês terem usado música para nos ajudar a aprender melhor a língua.
A nossa professora de francês, uma senhora brasileira algo excêntrica, trouxe-nos duas canções de que ainda me lembro muito bem, e folhas com letras incompletas, que tínhamos de completar com o que ouvíamos. Foi a minha iniciação à Madeleine de Jacques Brel e uma forma de compreender melhor o Pour que tu m’aimes encore de Céline Dion.
Alguns anos mais tarde, uma professora de inglês, uma das minhas preferidas de sempre, desafiou-nos a encontrar uma canção onde pudéssemos discutir o verdadeiro significado da letra. Escolhi The Boxer de Simon & Garfunkel, e discutimos a jornada do narrador da canção – ainda tenho esta como uma das minhas aulas preferidas de sempre.
Mais recentemente, quando decidi voltar a praticar o meu francês, fiz algumas playlists e ouvia-as constantemente, lendo e cantando letras de músicas de Margaux Avril, Louane, Mika, Jenifer, entre outros.

3. Read

As a teenager, the only teen magazines available in Portugal were either Spanish or German (Bravo, anyone else know or remember it?) and I bought them because they had photos of the boy bands and girl bands I loved and wanted to know all about. This taught me quite a bit of Spanish, which I could read quite well, and a couple of bits of German after asking my godmother to translate the important bits of information!
Reading books in English also gave me a much greater confidence in my language skills, as it meant I started to learn expressions, and correct spelling of certain words, and I also started enjoying the feeling of reading the books how they were written, rather than a translation that could be great, or terrible.
I’ve also started reading more books in French in my quest to brush up on it, and managed to finish three books in 2015, which I was really proud of! These were: Patrick Modiano’s Le Café de la Jeunesse Perdue, Thomas Raphaël’s La Vie commence à 20h10 and finally Joël Dicker’s La vérité sur l’affaire Harry Quebert. Currently, I’m reading through another book by Joël Dicker, Les derniers jours de nos Pères, which I am loving, and I’ve got a few others that I am looking forward to read after that one as well.
Reading in a foreign language, be it a magazine or a book, really helps develop your vocabulary and put the words you may have learned in classes into a real world context. Plus reading is great anyway!

Ler


Quando era adolescente, as únicas revistas teen que eram vendidas em Portugal eram ou espanholas, ou alemãs (alguém mais se lembra da Bravo?) e eu comprava-as religiosamente porque tinham fotografias das bandas que eu adorava e sobre as quais queria saber tudo. À custa disto aprendi a ler relativamente bem em castelhano e a apanhar algumas coisas em alemão, depois de pedir à minha madrinha para traduzir a informação importante!
Ler livros em inglês também me ajudou a ter mais confiança no meu conhecimento da língua, já que comecei a aprender expressões, formas de escrever correctamente e ainda comecei a gostar da sensação de ler um livro como tinha sido escrito, em vez de uma tradução que tanto podia ser óptima, como péssima.
Na minha tentativa de ser mais fluente, também comecei a ler mais livros em francês, tendo conseguido acabar três livros em 2015, o que me deixou cheia de orgulho. Estes livros foram: Le Café de la Jeunesse Perdue de Patrick Modiano, La Vie commence à 20h10 de Thomas Raphaël e La vérité sur l’affaire Harry Quebert de Joël Dicker. Actualmente estou a ler Les derniers jours de nos pères, outro livro de Joël Dicker que estou a adorar, e tenho alguns outros que quero muito ler depois desse.
Ler numa língua estrangeira, seja uma revista ou um livro, ajuda imenso a desenvolver o vocabulário e põe as palavras que possam ter aprendido nas aulas num contexto real. E depois, ler é óptimo de qualquer modo!

4. Take quality classes

If you can, take classes. If you can as well, take them in the official schools for that language, i.e. Instituto Camões for Portuguese, The British Council for English, Instituto Cervantes for Spanish, Alliance Française for French and Goethe Institut for German. These are the certified places to learn the language and will give you proper certification that you can use on CVs, etc.
I’ve taken English classes at the British Council in Lisbon and French classes at the Alliance Française both in Lisbon and in London. The next step, I hope, will be to brush up on my spoken Spanish by taking classes at Instituto Cervantes here in London.

Inscrevam-se em aulas de qualidade

Se puderem, inscrevam-se em aulas. Se puderem também, inscrevam-se nessas aulas nas escolas oficiais dessa língua, ou seja: British Council para o inglês, Alliance Française para o francês, Instituto Cervantes para o castelhano e Goethe Institut para o alemão. Estes são os sítios com certificado oficial dos países de origem das várias línguas e dão certificações internacionais que podem ser usadas em CVs, etc.
Eu tive aulas de inglês no British Council em Lisboa, e de francês na Alliance Française tanto em Lisboa como em Londres. O próximo passo, espero, vai ser melhorar o meu castelhano falado com umas aulas no Instituto Cervantes aqui em Londres.

These were the different steps that helped me develop my foreign language skills, which I am very proud of. It is a great asset to be able to speak more than one language, and it’s brilliant for your confidence to know that if you need to, you are able to express yourself in different idioms.

Estes foram os diferentes passos que me ajudaram a desenvolver os conhecimentos de línguas estrangeiras, dos quais tenho imenso orgulho. É uma grande mais valia saber falar mais do que uma língua e é fantástico para a nossa auto-confiança saber que, se for preciso, nos conseguimos expressar em vários idiomas.

Have you tried these techniques for learning new languages? What worked for you? Any new tips are welcome, please leave them in the comments.

Já experimentaram estas técnicas para aprender novas línguas? O que funcionou convosco? Adorava conhecer novas dicas, por favor deixem-nas nos comentários.

T x

2 Comments

  1. Jessica
    17/05/2017 / 1:18 pm

    Ola.Excelente matérial! Eu estudei Inglês na plataforma https://preply.com/pt/Lisbon/professores–inglês. Além dos professores locais, quem está disposto a ter aulas online também pode encontrar tutores em outros países
    Eu estou procurando mais opções de formação. Pode me Ajudar?

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