Lembrando Robin Williams

Durante a noite de ontem, antes de me por a editar o post principal de hoje e as fotografias que o iriam acompanhar, vi a notícia da morte de Robin Williams, aos 63 anos. Nas palavras do actor Chris Colfer, da série Glee, no Twitter, “sabemos que alguém é especial quando o mundo inteiro o considera parte da família” e isto era bem verdade deste actor americano, que ao longo de uma carreira de 30 anos nos fez rir e chorar, por vezes ao mesmo tempo, com um talento inigualável.

Até hoje me lembro com uma clareza estranha da primeira vez que vi ‘O Clube dos Poetas Mortos’ (‘Dead Poets Society’): era adolescente e tinha uma vontade (típica) de seguir os meus sonhos independentemente dos possíveis obstáculos. Este filme serviu-me de inspiração.

A personagem de Robin Williams, um professor moderno e sincero, que quer – e consegue – inspirar os seus alunos a viver a poesia em vez de a analisar em forma de gráfico, aumentou (ainda mais!) o meu gosto pela leitura, e deu-me dicas preciosas sobre aproveitar a vida ao máximo.

A interacção dele com Todd Anderson, o personagem de Ethan Hawke de alguma maneira deu-me ideias e força para ultrapassar a minha própria timidez e vergonha.

Este filme teve um significado especial para mim enquanto adolescente, e voltou a ter o mesmo impacto das outras vezes que o vi.

Tenho memórias quase tão nítidas de ver ‘Good Morning Vietnam’, ‘Good Will Hunting’, ‘Hook’, ‘Jumanji’, ‘Mrs. Doubtfire’ e ‘Patch Adams’ pela primeira vez. Este último é um filme pelo qual ainda sou gozada pela minha família: ao entrar, disse muito convencida que nunca chorava a ver filmes; ao sair, não havia lenços de papel suficientes no mundo para conter as minhas lágrimas…

A magia de Robin Williams estava não só na facilidade com que nos fazia rir à gargalhada, mas também na capacidade de interpretar papéis dramáticos com uma honestidade, uma verdade, que tornava possível uma identificação com os personagens, fossem eles quem fossem.

Não há palavras para descrever a importância que os personagens de Robin Williams tiveram na minha vida, em várias fases, por diferentes razões. Mas por isso mesmo fiquei imensamente triste com a notícia da sua morte.

Planeio lançar hoje o meu “barbaric YAWP” como homenagem a este Senhor, que através do cinema fez parte das nossas vidas.

Thank you, ‘Oh Captain! My Captain!‘. 

T xx


(photo source here)

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